Continuando
a série de artigos sobre as fases da incorporação imobiliária, vamos abordar
uma etapa muito importante no lançamento de um novo empreendimento: o Ponto de
Vendas (PDV).
Normalmente, paralelo às
aprovações de um projeto, junto com todas as definições a respeito de sua
campanha de marketing e estratégias
de vendas está a definição de como e onde será o PDV.
Para se tomar essa decisão é
necessário levar em consideração os seguintes itens relacionados ao
empreendimento:
Ø Público
Alvo – o tipo de público é
determinante para que se possa definir onde e como o PDV deverá ser feito.
Quando o PDV “não conversa” muito bem com o público ao qual o empreendimento
foi destinado não é possível ter um bom resultado nas vendas, obviamente.
Lembrando sempre que, público alvo não é determinado apenas pela faixa de renda
na qual este se enquadra, mas também (e até mais importante) pelo seu nível sociocultural e estilo de vida.
Dessa análise resultará também a escolha do arquiteto que fará o projeto do
PDV, que, muitas vezes, já estará envolvido de alguma forma com o projeto do
produto, propriamente dito.
Ø Tamanho
do Empreendimento e Velocidade de Vendas Estimada – quanto maior (mais unidades à venda) o projeto a ser
colocado no mercado, mais tempo ele levará sendo comercializado. Assim, esta
análise é importante para identificar qual a melhor forma de construção e localização
a adotar para o PDV. Não é ideal optar por uma construção provisória no terreno
do empreendimento e com a perspectiva de precisar desmontá-lo em 06 meses, se a
venda de todas as unidades ultrapassará 12 meses (algo muito comum no mercado
atualmente). Assim, é melhor um tipo de construção mais durável, numa localização
do terreno que não precise ser usada pela obra do empreendimento tão cedo; ou usar
uma construção já existente, que possa ser reformada e usada como PDV; ou até,
usar um imóvel em outro local (se puder ser próximo ao terreno, melhor) para
que as vendas possam ser realizadas ali por um longo período.
Ø Localização
e Visibilidade – como em qualquer
PDV, de qualquer produto e mercado, estes itens são extremamente importantes
para o sucesso nas vendas. Às vezes um produto imobiliário tem uma ótima
localização para a tranquilidade de quem vai morar nele após a entrega, mas que
não atende as necessidades para ser um bom PDV, pois a rua não é de muita passagem
para possibilitar boa visibilidade e volume satisfatório de visitas,
principalmente as espontâneas. Assim, avaliar se será boa opção o PDV ficar no
terreno do produto (pensando também nas condições mencionadas no tópico
anterior) ou em outro local que possa ser mais atrativo, é coerente e
necessário.
O timing para
que o PDV fique pronto também deve levar em consideração os trâmites de
aprovação e emissão de seu alvará para funcionamento, que variam muito de
cidade para cidade.
Avaliado todo o exposto acima, hoje também é
fundamental o entendimento de que o consumidor busca experiências interessantes
quando sai da tela de seu computador, tablet
ou smartphone e vai ao encontro
de um vendedor no PDV (que no caso do mercado imobiliário é o corretor) para
adquirir um produto.
Vide o artigo "O Novo Consumidor e o Marketing no Mercado Imobiliário" http://polismercadoimobiliario.blogspot.com.br/2017/02/o-novo-consumidor-e-o-marketing-no.html
Assim,
não é preciso afirmar que está “em cheque” aquela velha tradição do mercado de
se colocar alguns corretores de baixo de um guarda-sol, em condições precárias na
frente do terreno, para captar clientes antes que o PDV fique pronto (que ainda
insistem em chamar de “Plantão”, como se comprar algo ainda fosse urgente para
o consumidor, principalmente um imóvel). Basta refletir sobre qual experiência
ser atendido desta forma será transmitida ao cliente. Talvez de falta de
preocupação com seu conforto ou, até pior, com o conforto do corretor, que
naquele momento está representando a empresa responsável pelo produto,
inexoravelmente. Logo, é provável que seja algo não muito agradável.
Normalmente,
um imóvel é o bem mais caro que um consumidor vai adquirir em sua vida, assim,
seja ele de qualquer classe econômica e tenha ele qualquer nível cultural, o
mínimo que espera, quando se desloca até o PDV de um empreendimento imobiliário,
é ser bem atendido e esclarecido sobre o que pretende adquirir. Desta forma, é
importante que o lugar seja aprazível e que proporcione ao cliente o contato
com o produto por várias formas, como: uma maquete interessante (com manutenção
adequada); imagens bem apresentadas do futuro empreendimento; vídeos
(interativos ou não), que proporcionem uma “viagem” pelo projeto e permitam que
este cliente se sinta morador (ou usuário) do local de verdade; uma ou mais
unidades decoradas, que ainda não são substituíveis por nada, uma vez que só ao
visita-las é que a maior parte dos consumidores consegue ter as reais dimensões
do imóvel.
Somados a estrutura física do
PDV devem estar corretores e profissionais bem treinados, conhecedores do
produto e da empresa responsável por ele, que tragam confiança ao cliente para
que este invista seus recursos financeiros adquirindo o imóvel e para que o
incorporador realize o, tão esperado, sucesso nas vendas.
Vamos enriquecer este debate, comente o que mais você acredita ser importante na hora de pensar em um PDV para o seu empreendimento!





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